Crianças acolhidas recebem doações

As
instituições mobilizaram os pais e alunos do Instituto da Língua Inglesa. E o que estava sem uso, ou mesmo já não servia para os alunos, tiveram um destino nobre. “Com muita alegria que recebemos esse auxílio do Instituto da Língua Inglesa, essas doações vão ajudar no trabalho que o Instituto Ampara já desenvolve. No decorrer dos dias percebemos o tanto que essas crianças são carentes e nós podemos ajudar com aquele brinquedo que não é mais usado, aquela roupinha que não serve mais. Esses objetos se transformam em muito afeto para essas crianças. É muito importante essa consciência de humanização que as entidades e pessoas da iniciativa privada possuem, precisamos resgatar essa humanização. E isso começa em casa, com nossos filhos, quando plantamos a sementinha no coração deles e lhes ensinamos o valor da pessoa”, disse a presidente afetiva da Ampara, Rosa Ramos Ribeiro.


A juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça Jaqueline Cherulli chamou a atenção para a importância de ações como esta. “O importante dessa ação é que as crianças se sentem vistas, elas se sentem pertencidas a um grupo e a uma família. E para os doadores é maravilhoso colaborarem nessa ação social”, pontuou. Segundo a magistrada, há em todo o Estado 570 crianças acolhidas em casa de amparo e 62 aptas à adoção.
A juíza Gleide Bispo Santos, da Primeira Vara da Infância e Juventude de Cuiabá, também elogiou a atitude conjunta das instituições: “Em Cuiabá vamos para a sétima casa lar, e toda ajuda é bem-vinda, pois temos muitas necessidades, as crianças entram e saem com muita rapidez e temos muito consumo de roupas e alimentos. A ideia é termos a casa com a mãe social, onde elas têm contato com os moradores do bairro, frequentam a escola, tem suas vidas religiosas, enfim, que pertençam a essa comunidade, até que essas crianças possam voltar para seus lares ou, em caso negativo, sejam adotadas”, comentou.
A coordenadora da escola, Zenaide Brianez Rodrigues, conclamou outras instituições a participar de ações de solidariedade. “Nesse ano voltamos nossa atenção para as crianças em vulnerabilidade. Nós entendemos que as crianças e pais que estão conosco, na escola, precisavam se integrar nessa força para ajudar ao próximo e aos pequeninos que, às vezes, não têm o mais básico para viver. Essas crianças não têm suas famílias, estão para serem adotadas e precisam de uma atenção especial. A sociedade precisa unir forças e as empresas também”.
O agradecimento foi unânime entre as coordenadoras das casas de acolhimento. “Temos uma rotina de recreação, educação e de saúde. As doações são bem-vindas e só temos a agradecer os donativos”, afirmou Celine Ferreira, coordenadora da Casa Cuiabana 3.
Ulisses Lalio
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